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O post sobre ensaios trouxe algumas questões de noivas que tem vontade de fazer ensaios no exterior, mas não sabem como funciona, se vale mesmo a pena e todos estes detalhes – que são muito importantes. E como vocês já sabem, eu tenho as melhores noivas do mundo e a amada Nati contou toda a experiência dela, e vai ajudar a solucionar algumas dessas dúvidas.

Fazer ou não fazer um ensaio no exterior?

Casei com o Pedro em 07 de dezembro de 2013. Nossa lua de mel foi na Itália, começamos por Roma e viajamos pela Toscana até Veneza, no mês de janeiro de 2014. Nossas bodas de beijinhos foram comemoradas com o primeiro jantar em terras Italianas. Nunca pensamos em fazer um ensaio no exterior. E isso estava longe dos nossos planos. No entanto, em setembro de 2013 quando fizemos o ensaio pré casamento, nosso querido fotógrafo, questionou onde passaríamos a lua de mel. E por uma coincidência daquelas divinas, ele estaria em férias em Roma no mesmo período. Surgiu, então, a ideia de fazermos o ensaio em Roma. O noivo, é lógico, não gostou muito da ideia no início e confesso, resmungou até a data do ensaio, sempre achando que era desnecessário, etc, etc, etc. Papo da maioria dos homens. Eu, no entanto, dei bastante força, pois sabia que era uma oportunidade única e tinha certeza que o resultado seria maravilhoso.

Fiz um resumo, um passo a passo dessa decisão até o seu desfecho e ao final saberão minha opinião à pergunta acima (e a do noivo também):

A – VESTIDO

O vestido, pra mim, foi a parte mais importante e mais preocupante de todo o processo. Queria estar igual ao dia do casamento. Pode-se levar para a viagem um vestido que não seja o mesmo do casamento. Quem alugou o vestido para o casamento, pode optar por alugar um vestido mais em conta para levar para o ensaio. Dependendo de onde serão feitas as fotos, o aluguel pode ser feito no próprio lugar, o que evitaria toda a preocupação com a logística de como levar o vestido, como ele vai chegar, etc.

No meu caso, havia contratado primeiro aluguel. Conversei com a estilista para ver se seria possível locá-lo novamente apenas para a viagem. Mas no final, o valor que pagaria pelo novo aluguel seria o mesmo que teria que pagar para comprar o vestido. Então acabei comprando e não me arrependo, pois não fiquei preocupada se teria que devolvê-lo sujo, se estragaria, se puxaria algum fio…

O arranjo de cabelo não foi o mesmo usado no casamento. A estilista me emprestou uma flor e ficou lindo. Ele tinha umas peninhas que deram um tipo de movimento que lembrava o véu. Lindo!

Levei mesmo vestido do casamento, os mesmos brincos, o mesmo sapato.

Quanto ao véu, eu até pensei em levar um. O fotógrafo, no entanto, disse que o véu era dispensável e que muitas vezes atrapalha bastante o movimento para as fotos e como faria bastante volume na bagagem, optei por não levar.

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B – COMO LEVAR O VESTIDO

Quando saímos em viagem a bagagem é sempre a nossa primeira preocupação. Não levar muita coisa, para poder voltar com as malas cheias de compras. As malas e o espaço que o vestido ocuparia eram as maiores preocupações do meu marido.

Busquei o vestido no ateliê, todo lavadinho e passadinho. Ele veio naqueles protetores de roupas bem fechadinho e a querida Carol Isoppo me deu todas as dicas de como acomodá-lo na mala.

Meu vestido era com o corpo de renda e a saia de mousseline de seda, bem vaporoso e que não fazia muito volume. Mas um detalhe importante, nossas fotos foram tiradas em nossa primeira parada: Roma. Desse modo, depois do ensaio, confesso, acabei me despreocupando um pouco e ele voltou bem mais espremidinho na mala. Portanto, fazer as fotos no local do primeiro destino é algo que facilita muito.

Pois bem. A Carol Isoppo havia recomendado que eu levasse uma mala pequena para colocar apenas o vestido. Pra quem não se importa com a quantidade de bagagem é uma boa opção. Acabei levando-o na minha própria mala. Ele foi dobradinho em cima de todas as roupas. Dobrei a capa protetora três vezes e ele ficou perfeito, bem acomodado e com o mínimo de amassados.

O arranjo de cabelo foi colocado em uma caixa durinha pra que não amassasse e coubesse bem no cantinho na mala, sem maiores problemas.

Cheguei ao hotel em Roma e a primeira coisa que fiz foi tirá-lo da mala. Prendi o cabide na porta do banheiro e assim ele ficou por três dias, até o ensaio. Nesse período, ele desamassou completamente e no dia, estava perfeito, lindo como no dia do casamento.

Claro, se o vestido tivesse um tecido mais estruturado ou fosse mais volumoso, com certeza, teria sido mais difícil. Por isso, o tipo de vestido pode fazer toda a diferença. Já vi gente levando vestido na mão em avião, colocando no maleiro e andando pra cima e pra baixo com aquele monte de panos nos aeroportos. Mas no nosso caso estávamos saindo em lua de mel e com certeza, não queríamos ficar nos preocupando com mais essa questão. Foi dentro da mala e ficou ótimo. Simples e prático.

C – COMO SE ARRUMAR

É lógico que no dia do ensaio queria estar como no dia do casamento. Cheguei a me estressar um pouquinho com isso antes da viagem. Mas não vale a pena. Comecei a ver alguns ensaios no exterior em sites de fotógrafos diversos e percebi que a maioria das noivas não se importava muito com a questão do cabelo e da maquiagem. Algumas apareciam até com os cabelos soltos. Aí relaxei.

Cheguei a contatar uma guia brasileira que vive em Roma para ela passar indicações de salões de beleza próximos ao hotel ou algum profissional que atendesse no hotel. Acabei desistindo. Se eu gastasse mais com o ensaio (já havia comprado o vestido), tinha certeza que o agora marido, pediria o divórcio! (brincadeirinha)

O que eu fiz?
Sempre fui uma negação em arrumar cabelo. Não tenho jeito pra isso. Fui até meu cabeleireiro e pedi pra que ele me ensinasse algum penteado fácil de fazer, para que eu pudesse, ao menos, enganar nas fotos.
Ele não apenas ficou comigo umas duas horas fazendo e desfazendo penteados enquanto me ensinava, como me deu todos os apetrechos necessários: um pente fino, borrachinhas de cabelo (aquelas de silicone) e um spray para fixação.

Fiz um cabelo preso, uma trança lateral que se transformou em um coque baixo e arrematei com a flor. Ficou muito melhor do que eu imaginava.

Quanto à maquiagem, também não me preocupei. Isso porque, quando fazemos ensaios no exterior em pontos turísticos, o que menos importa é a maquiagem da noiva, pois as fotos são tiradas de longe, justamente para privilegiar o lugar, os monumentos, que são o real motivo de estarmos ali. Não adianta nada tirar uma foto na Fontana Di Trevi, focando apenas o rosto dos noivos. E isso eu aprendi com o meu fotógrafo. Falamos mais de um mês quase que semanalmente sobre essa viagem e ele nos explicou tudo direitinho.

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D – LOCAIS E CENÁRIOS PARA AS FOTOS

A cidade para as fotos não foi exatamente “escolhida”, aproveitamos a oportunidade de estarmos em lua de mel e termos nosso fotógrafo ali. No entanto, sei que muitos fotógrafos mandam e-mails para seus noivos e informam que em um determinado período do ano estarão pela Europa, por exemplo, e questionam quem tem interesse de aproveitar a oportunidade para fazer um ensaio no exterior. No nosso caso, foi o acaso e o destino que nos propiciaram essa experiência.

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Tínhamos a cidade: Roma. O Franco já a conhecia e isso facilitou muito. Ele já tinha na cabeça todos os cenários que considerava ideais para as fotos. É claro que eu palpitei um pouquinho, pois como as fotos ocorreram depois de três dias após a chegada, já tinha dado tempo de conhecer um pouco da cidade e fiquei nesse tempo “fazendo” as fotos na minha cabeça e imaginando como ficariam. Foi minha a ideia de irmos até a Praça São Pedro e minha foto favorita foi tirada lá.

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Começamos o ensaio às 13h (às 17h já começa a escurecer). Conseguimos ir a quatro locais diferentes (Coliseu, uma ponte no rio Tibre, a Praça São Pedro no Vaticano e a Fontana di Trevi) e esse tempo rendeu muitas fotos. Portanto, não há necessidade alguma de perder muito tempo ou um dia inteiro da viagem para fazer as fotos.

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Por isso, é bom saber o que se quer e ter um roteirinho planejadinho, para não perder muito tempo. Fizemos o roteiro com o fotógrafo na noite anterior ao ensaio com muitos Spritz, massas e risadas

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E – ALGUMAS ADVERSIDADES E CONTRATEMPOS

Pra quem sofre com o frio, por exemplo, a escolha do período é bastante importante. No nosso caso, em Roma no mês de janeiro é inverno e faz bastante frio. Não interessa! Faria as fotos até no frio da Antártida de fosse preciso! Hehehe.

No dia do ensaio estava uns e uma estola de pele que eu consegui emprestada um dia antes da viagem, salvou minha vida! A cada parada para fotos eu tirava a estola e com a agitação e movimentação do momento o frio foi passando e não interferiu em nada. O querido Franco chegou a ir de bermuda em solidariedade a mim.

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O Pedro acabou levando o terno errado! Pegou um terno preto qualquer ao invés do terno do casamento. Sinceramente, acho que não dá nem pra notar isso nas fotos. Os cenários são tão lindos que nem nos apegamos a esses detalhes. Ele ficou lindo do mesmo jeito! Hehehe

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Então, respondendo à pergunta lá de cima, se vale ou não a pena fazer as fotos, digo com toda a certeza: VALE MUITO A PENA. É uma oportunidade única. É como se prolongássemos um pouco mais a intensidade e felicidade daquele dia mágico que é o casamento, por mais algumas horas. Vivi meu dia de princesa pela segunda vez. Ainda ouço as pessoas na rua buzinando, passando por nós e gritando “Auguri”. A diferença, é que isso tudo é feito em cenários que ilustram nossos sonhos. Ficamos com uma lembrança única. Poderemos reviver nosso casamento e nossa lua de mel todas as vezes que vermos aquelas fotos.

E pra quem quer saber o que o noivo achou. ELE AMOU.
Não se arrepende de ter feito e está todo orgulhoso do resultado. VIVA!

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 COMO NÃO AMAR?

Depois deste lindo depoimento – todo explicadinho – da Nati, tem como não sonhar com um ensaio assim? Que tal pesquisar e planejar para ter uma história linda assim pra contar e mostrar para os netos?

Eu já estou sonhando!